"São Paulo, escritório, uma tarde qualquer de Maio.
Passo o tempo tentando ordenar meus pensamentos para que o futuro próximo, aquele que vem logo depois do agora, não os molde à sua vontade. Acredito que um dos poucos prazeres de uma vida é o privilégio de ser senhor e súdito de si mesmo, é estar sempre a frente da ignorância inerente à nossa própria existência.
Não percebo aspecto suficientemente relevante que leve a distinguir um ser humano ignorante de um animal, a não ser o fato de que os animais são naturalmente confinados ao seu modo de vida, enquanto o ser humano confina-se por vontade própria."

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